terça-feira, 12 de julho de 2011

ACONTECENDO

 Texto: Barbara Grebe



Exposição histórica
na Livraria Ideal



No próximo dia 23, a partir das 10h, será realizada a exposição de obras de cem saudosos escritores que fazem parte da história da livraria Ideal e do Grupo Mônaco de Cultura. Integram a expoente lista os autores Geraldo Bezerra de Menezes, Marcos Almir Madeira, Milton Nunes Loureiro, Nilo Neves, Gomes Filho, Horácio Pacheco, Divaldo Aguiar Lopes, Carlos Tortelly, Alaôr Eduardo Scisínio, Zé Gamela, Geir Campos e JG de Araújo Jorge, entre tantos outros ícones da literatura brasileira e mundial. A exposição acontecerá no Calçadão da Cultura, na Rua Visconde de Itaboraí, 222, Centro.

ACORDO GARANTE OS ANIMAIS E PERMANÊNCIA DO ZOONIT





Texto: Bárbara Grebe/Wellington Serrano
Foto: Divulgação

 
Após reunião dos parlamentares com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Adilson Gil, ontem, na sede do órgão, uma boa notícia ficou decidida. Alguns animais, principalmente os que possuem alguma tradição junto ao público, não serão retirados do zoológico, que ficará aberto enquanto estudos e projetos financeiros serão elaborados para revitalizar o local. Contudo, segundo o Ibama, mais alguns animais devem ser transferidos ainda este mês para receberem tratamento.
Ainda durante o encontro, o deputado federal Chico D´Angelo (PT) juntamente com os vereadores Leonardo Giordano (PT), Vitor Júnior (PT), Carlos Magaldi (PP) e José Antônio Toro Fernandez, o Zaff (PDT), solicitaram um novo Termo de Ajustamento de Conduta (Tac) para a Fundação Jardim Zoológico de Niterói (ZooNit). Segundo eles, novas obras na unidade devem acontecer para atender melhor os visitantes do espaço e o bem estar dos animais.
“Esperamos, através deste primeiro encontro, definir parcerias com o Ibama junto com o município para manter o espaço”, disse Magaldi, que no ensejo deu ideia para futuras obras no local.
“Muitos reclamam que por ser próximo a rua o barulho prejudica os animais. Então, sugiro a transferência do zoológico para ficar atrás da Secretaria de Estado de Agricultura, que tem uma área muito extensa no espaço. E no local poderíamos construir uma praça do nível do Campo de São Bento para atender os usuários”, explicou Magaldi.
Além do novo projeto de obras, os parlamentares também conversaram sobre a indicação das fontes de recursos para a adequação da unidade. Através de emendas individuais o deputado Chico D’Angelo pretende conseguir R$ 200 mil, para disponibilizar ao zoológico.
De acordo com a diretora do ZooNit, Giselda Candiotto, está marcado para a próxima quinta feira a retirada do macaco Jimmy e dos dois leões que ainda habitam no Zoológico. Segundo o Ibama não há informações para onde serão levados os animais.

MANIFESTAÇÃO
Um grupo com mais de 500 pessoas se reuniu no último final de semana no Horto do Fonseca, para “abraçar” a instituição e protestar contra o fechamento do ZooNit. O espaço que corre o risco de perder seus últimos animais tem o consentimento e apoio dos moradores de Niterói. “O maior clamor do povo é para que devolvam nossos animais e que de preferência não retirem mais nenhum deles, fico feliz com a ajuda dessa gente, que ama esse espaço assim como eu”, declarou Giselda Candiotto, diretora do Zoológico.

UFF pesquisa a qualidade do frango vendido ao consumidor




Texto: Bárbara Grebe
Foto: Divulgação
 
O pesquisador e professor do Departamento de Zootecnia de Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rodolpho de Almeida Torres Filho, divulgará até dezembro os resultados do estudo de diferentes genótipos para avicultura semi-intensiva (frango tipo caipira) e o frango convencional. O projeto avalia diferentes tipos de produtos, analisa a performance zootécnica e a qualidade de carne de cada frango tipo caipira. As análises já estão no laboratório da UFF.
Em entrevista exclusiva para A TRIBUNA, o engenheiro agrônomo e professor da UFF, também explicou a produção agropecuária e a comercialização em relação a qualidade da carne. A pequisa é realizada juntamente com a orientadora Carla Aparecida Florentino Rodrigues e uma aluna de pós graduação em nível de mestrado.
De acordo com o professor, o mercado da carne de frango é divido em dois produtos: o frango convencional e o caipira. O primeiro tipo, conhecido também como o tradicional frango de corte, é o mais vendido nos mercados. A ave é produzida em sistemas de integração que maximizam os resultados zootécnicos. Esse tipo de produto é alojado geralmente e criado em galpões e é comercializado em até 48 milhões unidades por ano, além de apresentar um baixo preço no mercado brasileiro, chegando até R$ 5,00 o kg, que é fator denominante para o aumento do consumo nos últimos anos. Estes frangos são criados e confinados em galpões fechados com uma alta concentração por metro quadrado.
O outro tipo é o frango tipo caipira, que são criados em sistemas semi-intensivo, com ração e alimentos alternativos (resto de hortas, culturas e pastagem), genética específica e ficam soltos. Nesse sistema o bem estar da ave recebe atenção especial, para que o tipo de produto oferecido ao consumidor tenha uma qualidade de carne diferenciada. A avicultura tipo caipira se divide em diferentes linhagens e produtos, cabendo ao produtor escolher qual produto utilizar. O pescoço pelado, carijó, gigante negro e caboclo, são algumas espécies do frango tipo caipira que fazem parte do sistema de produção atualmente. O produto geralmente é vendido a R$ 9,00 o kg.
Atualmente, o frango caipira se encontra em uma escala muito menor do que o frango de corte. O consumidor procura o menor preço no mercado, porém a qualidade de carne do frango tipo caipira se destaca por ser um produto tratado com rações especiais, composta de constituintes de origem vegetal, o espaço por metro quadrado é muito menor do que o das aves comuns e o tratamento na criação é mais lento.

Processo de avaliação dos frangos
Nos frangos especiais tipo caipira os testes são realizados em box e dura em média 90 dias. A cada duas semanas é medido o ganho de peso e consumo de alimento, em cada caixa são mantidas 40 aves, sendo abatidas duas delas para determinar o rendimento da carcaça. Depois dessa primeira etapa os produtos são agrupados e separados em três grupos, recebendo nomenclaturas de alta performance zootécnica, média e baixa. A separação dos grupos é para que seja analisada a qualidade da carne entre eles, a textura e cor do genótipo, a composição centesimal (proteínas e gorduras) e a análise sensorial.