Bárbara Grebe
Profissionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) se reuniram ontem pela manhã em frente ao prédio da Reitoria, em Icaraí, num ato de protesto fazendo um apelo em prol do ajuste de salário. A manifestação que foi batizada com o nome de “Arraial da Greve” durou ate às 11h e reuniu cerca de 50 pessoas com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da UFF (SINTUFF).
De acordo com a coordenadora do Sindicato e integrante do comando local de greve, Lígia Antunes, os grevistas protestaram de forma bem humorada. O jogo "acerte o corrupto" foi uma atração que protestava contra os parlamentares e figuras políticas que não tem representado a categoria, mas que tem explorado a mesma dia após dia. Os cartazes com os nomes foram criados para que fossem arremessados objetos simbolizando bombas. Outro meio para protestar por meio da irreverência foi a presença da boneca da presidente Dilma. Os protestantes assaram uma batata na churrasqueira para sinalizar que o tempo de negociação está se esgotando.
“Essa é uma semana de negociação, esperamos que o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, atual responsável pela negociação do serviço público, consiga o reajuste de salário. Estamos nos reunindo para debater mais assuntos, mas principalmente a questão salarial. É esse o momento de fortalecer a greve e dá visibilidade ao assunto. Precisamos pressionar o governo, para que assim atendam nossas pautas”, explicou a coordenadora.
Segundo Lígia, a manifestação frisou os Projetos de Lei, PL549, que visa a responsabilidade fiscal e que congela o salário dos servidores por tempo determinado de 10 anos, PL1992, projeto que cria o fundo de pensão para os novos servidores e o PL1749, o qual cria empresas para gerenciar os hospitais universitários.
“Nossa Universidade está em 90% parada, desde o dia 13/jun estamos paralisados. Existe um indicativo para que os professores também entrem em greve, se até a segunda semana de agosto o governo não negociar, eles também entrarão em greve”, contou Lígia.
Ainda esse mês, no dia 21, haverá uma mesa de negociação em Brasília com o secretário de Recursos Humanos, Duvanier e os integrantes do serviço público. Uma nova manifestação acontecerá na próxima quinta feira às 8h da manhã no Campus Valonguinho, no Centro.