sexta-feira, 1 de julho de 2011



Texto: Bárbara Grebe
Foto: Alex Slaib

A última pesquisa semanal feita pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra a diferença dos preços cobrados nos postos de gasolina de Niterói. De acordo com a agência de pesquisas é cobrado em média na capital nacional do petróleo R$ 3,057 pela gasolina, quase 30 centavos a mais do valor que um consumidor paga em média pelo combustível na região oceânica.

Por exemplo no bairro de Icaraí o valor máximo cobrado em um posto localizado na rua Jornal Irineu Marinho é de R$ 2,999, vinte centavos a mais da média da grande Niterói. Hoje está calculada a média da cidade em R$ 2,835, segundo a pesquisa feita entre os dias 19 a 25 de junho publicada no site oficial da agência reguladora. Já o preço mínimo está sendo cobrado no valor de R$ 2,679 também no bairro de Icaraí. Nos demais postos a gasolina é cobrada regularmente entre esses dois valores.
Em um posto da avenida Feliciano Sodré, no Centro, o etanol é cobrado R$ 1,998 e o valor mais alto pode ser encontrado em São Lourenço chegando até R$ 2,398. 

O levantamento de preços realizados no Brasil entre os dias 6 e 10 de junho constatou que a gasolina comum que contém 25% de etanol anidro, foi de R$ 2,777 o litro, com redução de 0,79%, em relação a primeira semana desse mês. 

O objetivo da pesquisa é orientar o consumidor na hora da compra dos combustíveis e prevenir contra as praticas nocivas, como a formação de cartel. A ANP declarou em nota que a agência responsável pelas pesquisas não regula os preços dos combustíveis, no Brasil os preços cobrados estão totalmente liberados desde 2002. A empresa acompanha o comportamento dos preços praticados pelo mercado com pesquisa semanal e amostral, feita em 555 localidades no país, de acordo com procedimentos estabelecidos pela Portaria ANP n° 202 de 15 de agosto de 2000.

PREÇOS ABUSIVOS EM MACAÉ

O Ministério Público Federal instaurou inquérito em novembro de 2010 na cidade de Macaé por conta dos preços abusivos cobrados nos postos da região. A pesquisa que ainda está em fase de apuração, provavelmente convocará os proprietários dos estabelecimentos para prestarem esclarecimentos ao MPF.

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