Vítimas das chuvas ocorridas no ano passado no mês de abril, ainda reclamam dos atrasos no pagamento do aluguel social. Segundo aos moradores do bairro do Fonseca, um dos afetados, o auxílio não está sendo pago nas datas previstas e sofrendo um atraso de meses. Os moradores que viveram a tragédia estão aguardando a nova remessa de cadastramento para receber o benefício, que seria pago pelo período de dois anos.
A dona de casa Maria Madalena da C. Delfino, de 60 anos, morava em uma casa na Rua Federal José Leomil, que foi condenada após as chuvas. Depois de perder a casa, hoje ela vive de aluguel em uma casa com 12 m² em um bairro próximo ao Fonseca. A despesa atual mensal, é de R$ 300,00 para custear as contas de água e luz. Conforme contou a pensionista, existem pessoas que até hoje não receberam o pagamento do aluguel social. A situação é a mesma para a aposentada Siléia P. Araújo, de 81 anos, que até hoje não teve acesso ao benefício. “Já estou cansada de esperar uma solução, e não recebi nada do governo até hoje, faz um ano que venho pedindo ajuda e continuo em área de risco sem poder fazer nada” reclamou a moradora da Rua Gerônimo Afonso, também no Fonseca.
No local, as imagens de demolição das casas interditadas, telhados e escombros provocando aglomerações de água suja de lama, capim e terras jogadas pela rua ainda estão vivas. A pensionista Maria Madalena, possui um laudo com dados e imagens das casas destruídas, no qual já deu entrada na Defesa Civil, para a limpeza no local.
“Eu gostaria de saber o porquê de não limparem a nossa rua, esse serviço já foi feito em outros locais, e aqui até agora nada. Tá tudo encostado no meu muro e eu vou ter que pagar mais de cem reais para a retirada dos entulhos, onde isso deveria ser feito pela Prefeitura” reclamou a moradora.
A Prefeitura de Niterói informou em nota, que a previsão para que a dona de casa Maria Madalena possa retorne à sua residência é até o mês de maio. Com relação ao pagamento do Aluguel Social, a Prefeitura informou que este, passou a ser responsabilidade da Secretaria Estadual de Assistência Social, desde a data da assinatura do novo convênio entre o Estado e o Município de Niterói, realizada no último dia 21 de março. Quanto à retirada dos entulhos das ruas, a subsecretaria Municipal de Serviços Públicos informou que os resíduos das casas demolidas no local não foram retirados por medida de segurança e de preservação da vida das pessoas, à fim de evitar novas construções no local até que seja tomada uma solução definitiva de remanejamento das pessoas que ainda residem em áreas de risco na cidade.

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